Cirurgia do Trauma

Traumatologia é um dos braços da Ortopedia, em que dedica-se ao estudo não só das fraturas. Mas também das lesões de partes moles como músculos, tendões, nervos, ligamentos e até mesmo da pele, que tem papel fundamental na recuperação.
No passado o entendimento das fraturas eram limitados, assim como a mecânica do trauma. Com o passar do tempo e o entusiasmo de grandes nomes da Ortopedia e Traumatologia, começou o estudo das fraturas e métodos de tratamentos.
Saímos de indicações em que se utilizava-se gesso e longos períodos imobilizados,  hoje os tratamento cirúrgicos, que inicialmente necessitavam de grandes vias de acesso, evoluindo para fixações minimamente invasivas, com pequenas incisões e menor agressão a partes moles e ao hematoma da fratura. Mesmo com a evolução o gesso ainda tem sido utilizado em tratamentos de fraturas, com indicações e confecção cada vez mais rigorosas, visando melhora resultado posterior.
No campo das fraturas do Quadril e Pelve, encontramos as Lesões do Anel pélvico, fraturas do acetábulo, fraturas do Colo do fêmur, fraturas transtrocanterianas e subtrocanterianas, que dividimos em fraturas do idoso (traumas de menor energia e sempre acompanhada de comorbidades), e fraturas de jovens (decorrentes de trauma de alta energia na maioria das vezes).
Nas fraturas de Pelve e do quadril, diferente de outras articulações, o estudo das fraturas tiveram um desenvolvimento mais lento, quando comparado com outras articulações, porém, nos últimos 20 anos, o interesse e estudo por parte dos Cirurgiões de Quadril e Trauma tem sido de maneira mais intensa, nos trazendo cada vez mais informações não só do funcionamento mecânico (BIOMECÂNICA) da Pelve e Quadril, mas também ajudando elucidar personalidade das fraturas e seu tratamento adequado.
Com isso hoje o tratamento dos pacientes que sofrem lesões graves da Pelve e Acetábulo, tem sido cada vez mais voltado para tratamento cirúrgico, com indicações e métodos de fixação mais precisos, visando devolver o paciente às atividades diárias, mais próximo do normal e sem limitações.
Quando falamos das fraturas do quadril (colo, transtrocantericas e subtrocantericas) buscamos cada dias mais, colocar o paciente em pé, afim diminuirmos as complicações pela imobilização prolongada. Nessas fraturas as indicações e escolha dos implantes, cada vez tem sido mais importantes para o bom resultado, desde artroplastias total do quadril, hastes intramedulares, placas e parafusos.
O Brasil em especial, tem grande relação com essas fraturas, pelo fato de cada vez mais nossa população idosa aumentar, assim como os acidentes motociclísticos e automobilísticos, que aumentam gradativamente.

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