Epifisiolistese

Alteração anatômica que leva a um escorregamento da cabeça com o colo do fêmur. Nessa deformidade observa-se que o colo desvia no sentido antero-superior em relação a cabeça.

Enfermidade comum do quadril entre10-14-nos
20-50% acometimento bilateral (10% concomitante)

Epidemiologia:
Meninos 2x mais acometidos
Meninas quadros mais precoces
Negros > chance
Dois biotipos mais acometidos
a)Baixos e obesos
b)Altos e magros
Sem característica hereditária

Etiologia:
Multifatorial, que podem ser
-Mecânicos – traumáticas
-Hormonais – Estrogênio ⬆️ / GH ⬇️
-Anatômico- Fise mais vertical e aumento da retroversão femoral

Doenças relacionadas:
-Hipotireoidismo, Hipogonadismo, Hipopituitarismo, Hiperparatireoidismo entre outras

Patogenia
-Escorregamento ocorre pela fragilidade local as forças cisalhantes na Zona Hipertrófica da placa de crescimento.
4- zonas – Germinativa/ Proliferativa/ Hipertrófica/ calcificação

Quadro Clinico
-Dor na região inguinal com irradiação para joelho
-Claudicação + rotação externa do membro inferior
-Limitação da flexão + rotação externa – Sinal de Drehman

Frahey e O’Brian classificam de acordo ao tempo de sintoma
-Aguda – <3 semanas / Crônica- >3 semanas / Crônico-agudizado >3 semanas + piora aguda decorrente de trauma leve

Exames de Imagem
Radiografias – Avaliação com Linha de Klein – Sinal de Trethovan/ Sinal de Steel
Tomografia- 3D ajuda no planejamento cirúrgico e avalia epifisiodese

Diagnostico diferencial:
-Sinovite transitória do quadril
-Osteocondrite dissecante
-Artrite Reumatóide Juvenil
-Artrite séptica

Tratamento:
-Cirúrgico – Fixação (Epifisiodese) com parafuso canulado
-Redução: Depende do tempo de evolução e grau do desvio
-Pós Operatório com Carga zero por 6 semanas
-Fixação profilática contra lateral nos grupos de risco
-Osteotomias – Casos reservados de granes desvios que possam limitar mobilidade
-Artroscopia- nos casos com deformidade para correção da deformidade residual- IFA tipo “CAME”.

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