Quebra do Implante

A fratura do material ocorre por que os materiais, sofrem constantemente deformidades plásticas (capacidade de voltar ao normal), antes de romper. Os metais por possuirem um comportamento DUCTIL, quando falham, quase que exclusivamente isso ocorre por fadiga do material.

Fadiga é o termo técnico na engenharia que descreve a falha de materiais sob carregamentos cíclicos, quando ha um carregamento de tensões variáveis ao longo do tempo. Sabe-se que o comportamento mecânico depende do tipo de carregamento que o material esta sujeito. Ciclicamente as tensões que um material suporta é muito menor do que em condições estáticas. Por não se tratar de um sólido homogêneo, a carga máxima cíclica possível é menor.

Já o limite de tensão cíclico quase infinito é chamado de resistência a fadiga. Deste modo, cada ciclo produz pequenas deformações, que não são totalmente reversíveis e que podem evoluir para fissuras sub-microscópicas predispondo a ruptura. Ou seja, a ruptura por fadiga, ocorre pela falha do comportamento elástico reversível, ele tem uma deformidade plástica não uniforme.

Além da constituição química do metal, a parte micro-estrutural, imperfeições na superfície do implante, quando submetidos a forças, podem atuar como concentradores de tensão predispondo à fadiga do implante. Os implantes estão sujeitos perturbação da sua superfície, como fretagem e corrosão, que igualmente geram pontos de concentração de tensão.

Quando implantado os componentes da prótese, necessitam de uma boa fixação em sua extensão, afim de evitar um ambiente de viga de balanço ou Cantiléver. Nesta condição, onde temos um ponto com fixação e outro não, encontra-se a região de balanço, região essa que fica sujeita a elevadas tensões, e assim predispondo à fadiga.

Em determinadas situações podemos observar a deformidade plástica, que é quando o componente se deforma sem que ocorra a sua ruptura, mas sim a ruptura funcional.

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